terça-feira, 12 de abril de 2011

NÃO ME TOCA EM MIM* (DAY AFTER)


No programa exibido no último dia 11/04 o repórter do programa CQC – Custe o Que Custar Rafael Cortez foi cuspido pelo “ator(?)” Paulo Vilhena no rosto (vídeo acima). A “celebridade” brasileira e sua namorada, a também “super famosa” “atriz(?)” Thaila Ayala aparentam ser avessos a programa que mostrem a vida de celebridades e afins. Sejam eles sérios ou de humor. Até aí nenhum grave problema, apesar de, como diria o filósofo Vicente Mateus ‘quem está na chuva é pra se queimar’ e quem se propõe a aparecer na televisão tem de estar preparado para este tipo de circunstancia. Mas repito: Até aí tudo bem. O problema é quando esses “artistas” extrapolam e agridem os repórteres. Entendamos o caso: Rafael, o repórter do programa da TV Bandeirantes, entrevistava vários artistas bonitos que desfilavam em um evento de moda e, por galhofa, sugeriu ao famosão Vilhena que fizessem algo dito “masculino” para evitar qualquer tipo de “queda” por um dos bonitões que povoavam o evento. Nada demais. Brincadeira. Das mais bobas até. Nada que ofendesse a moral, opção sexual, ou seja, lá o que for do tal rum, rum (pigarro) ator. Pois bem. Do nada o camarada sugere, como ato masculino, cuspir na cara do repórter que, cria do humor, aceitou, talvez até por duvidar que Vilhena assim o fizesse. Mas ele fez. Cuspiu com tudo. Cortez teve sangue frio (até demais pro meu gosto) e tentou continuar a brincadeira dizendo que era a “vez dele”. O atorzão famosão quase hollywoodiano virou e saiu em disparada. Cuspiu e saiu fora. Machão mesmo a celebridade. O repórter do CQC (um programa que gosto muito, diga-se de passagem) fez uma piadinha sem graça e encerrou a matéria. O problemão mesmo rolou no dia seguinte e envolve Cortez, Vilhena e o povo. Depois de não ter feito nada (até para não por a curta carreira em cheque) Rafael Cortez usou o Twitter para relatar o que foi visto por todos. Começou a fazer piadas do que não era pra ser feito piada, e tentou, a todo custo, sair por cima da situação. Devia ter dado um depoimento sério, repreendendo o “ator” e explicando sinceramente a audiência do programa do porque de não ter dado um porrada na cara do almofadinha (dizer que não queria jogar sua carreira no ralo seria um argumento plausível). Vilhena foi ainda mais calhorda. Disse que só cuspiu porque o repórter pediu. Esse depoimento beirou o absurdo. Se ele não gosta desses tipos de programas simplesmente não desse entrevista e pronto. Imagina se começássemos a cuspir na cara de todo mundo que a gente não gostasse? O famosão disse ainda que não devemos acreditar em tudo que vemos na televisão. È claro que não, eu realmente não acredito que você, Paulo Vilhena, faça novela. O povo, por sua vez, também teve sua parcela de bizarrice. Não foram poucos os que, atenção, apoiaram a atitude nojenta, covarde, e escatológica do cara. Isso mesmo que você leu. Apoiaram! Isso porque Rafael Cortez é um cara tranqüilo, da paz, que estava só fazendo o trabalho dele. (Se fosse pelo menos pra apoiar o famosão a dar uma cuspida na cara do Sr. Bolssonaro ainda ia). Esse é o povo brasileiro. Apoiando um idiota a agredir um trabalhador. No final disso tudo todo mundo saiu... Perdendo? Não. Ganhando! O Vilhena botou pra fora a raiva que tem dos programas de celebridade, Cortez ganhou mais assuntos para piada, o povo ganhou mais uma notícia para comentar e eu um assunto pra fazer mais um artigo. É isso. Mas cuidado: O próximo cuspido pode ser você!

*Não me toca em mim (sic) disse Maria Bethania a um repórter do programa Pânico na TV

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