terça-feira, 5 de junho de 2012

CONTO "O ESTRANHO"

 

O ESTRANHO

“Da Luz” apareceu misteriosamente na casa da família Amorim e disse que precisaria ficar uns tempos instalado por lá. A família Amorim era composta por Marcelo 37 anos, Susana 35, e seus filhos Marcelo Júnior 16 anos, Patricy 12 anos e o caçula Lucca de 2, e de vez em quando pela mãe de Susana, Dalita de 59 anos que passava algumas semanas por lá. Por algum motivo sobrenatural ninguém contestou sua presença e nem de onde vinha. Para Marcelo apresentava-se como “primo de Susana” e para Susana e os meninos como “amigo do trabalho do papai”. Instalou-se no quarto onde Dalita dormia quando lá estava. Achegou-se para o jantar e tratava todos com intimidade. Fazia perguntas íntimas, típicas de alguém que realmente os reconhecia a fundo e de longa data.


DALITA

Passaram-se alguns dias desde a chegada de Da Luz e todos já eram íntimos dele. Como não trabalhava ajudava Susana a cuidar de Lucca, levava Patricy a escola e jogava vídeo-game com Júnior e, a noite, ia ao bar “conversar fiado” com Marcelo. Era mais que íntimo da família em pouco tempo. Na segunda semana em que Da Luz estava na casa dos Amorim, Dalita veio para passar uma semana na casa da filha. Logo de cara estranhou a presença do homem a quem ela não conhecia seja pelos amigos de Marcelo ou parentes de sua família. Da Luz, como habitualmente fazia, se mostrou simpático e solicito, mas parecia não convencer Dalita. A matriarca da família sentia no inesperado hóspede algo de estranho e começou a contestar sua presença ali. Ao perceber que ganhará uma “inimiga” Da Luz começou a tramar contra Dalita. Numa das conversas de bar que tinha com Marcelo perguntou porque ele tinha que “sustentar aquela velha pra frente, intrometida e desnecessária dentro de casa”. O rapaz incomodou-se com aquilo e tratou de retrucar Da Luz que insistiu “ela ajuda a cuidar do Lucca? Não né? Acho que mais atrapalha do que ajuda. Ela tem a casa dela. Vem aqui só pra fuxicar a vida de vocês. A Susana sempre não vem com alguma cobrança pra cima de você quando a mamãezinha dela está aqui?”, dessa vez Marcelo fica quieto. Eles vão embora. Em casa Da Luz encontra Susana na cozinha. Ele olha para os fios que se emaranhavam no muro “caramba quantos fios embolados né? Vou aproveitar que estou de bobeira e os juntarei amanhã. Bem que sua mãe havia me falado...”. Susana concorda e diz que tinha pedido a Marcelo para fazer tal serviço e que ele sempre a enrolava. Da Luz fecha a conversa com chave de ouro “fala com ele, que se até sua mãe está reparando vai pegar mal né?”. No quarto, Susana foi cobrar Marcelo acerca do conserto que não foi feito citando que estava constrangida por causa da mãe dela. Foi a senha. O casal discutiu asperamente.  No outro dia, percebendo o clima, Da Luz chamou Susana num canto e disse “olha não quero ser intrometido, mas percebi que Marcelo e sua mãe não estão se dando muito bem. Você não acha que é melhor pedir pra sua mãe ir embora? Ficar brigada com ele só por causa de um monte de fios embolados é bobeira, mas enquanto sua mãe ficar reparando em todos os defeitos... Daí você acaba sempre falando... Pensa aí”. Susana opta por pedir a Dalita para ir embora mais cedo. A mãe percebe o jogo feito por Da Luz. Ela tenta, em vão, argumentar, mas é vencida pelo ímpeto da filha. Magoada vai embora e promete não voltar enquanto “aquele homem maligno estiver por lá”.

DA LUZ – FECHANDO COM CHAVE DE OURO

Após a saída de Dalita, Da Luz prepara seu contra golpe. Ele convence Marcelo a se desculpar com Susana. Ao lado do rapaz ele trama uma noite romântica com direito a flores, jantar fora e motel. Da Luz cuida das crianças nesta noite. Após reconciliados, o casal fica grato a Da Luz que ganha ainda mais pontos com eles.   

 

ESTRANHOS NO NINHO

Coisas estranhas começam a acontecer com a família Amorim. Marcelo vê sua libido aumentada, Susana é tomada por uma preguiça que não a larga, Júnior fica violento e relapso, Patricy respondona e indisciplinada e Lucca intempestivo e chorão.  Com isso Marcelo começa a flertar com outras mulheres, Júnior é suspenso na escola (e Susana não vai a escola para assinar a suspensão do filho), a casa fica de pernas pro ar, Patricy briga com Lucca, o empurra, e o menino acaba cortando a cabeça. Por causa da ferida chora muito irritando a todos na casa.


 

“NÃO HÁ MAL NENHUM NISSO...”

Certo dia Márcio, irmão de Marcelo, e sua esposa Cintya vão visitar o casal. Eles vão acompanhados por suas filhas Camily de 14 anos e Leticia de 12. Da Luz percebe como a presença das meninas mexe com Marcelo que não as para de olhar. Na hora de irem embora, por sugestão de Da Luz, é pedido para que as meninas fiquem lá durante a semana (era período das férias escolares). Elas ficam. No outro dia, no bar, Da Luz comenta “bonitas as meninas né? Branquinhas, olhos claros...” Marcelo permanece em silêncio. O homem continua “que peitinhos da Camily hein” neste momento Marcelo se levanta furioso, ameaça dar um soco em Da Luz. O homem responde “bate, bate Celão. Desculpa cara. Elas são lindas, não pude evitar olhá-las. Quem não olharia? Admirar não ranca pedaço, ranca?” Marcelo o solta, então ele prossegue “não sei porque dessa sangria da nossa humanidade com isso, porque que não podemos cobiçar mulheres antes dos 18 anos? Com 17 anos e 11 meses não pode, com 18 pode. Ora porra. Desculpa Marcelão, com todo respeito,  mas quem me diz que essas meninas já não deram a perereca a muito tempo? Aí fica a gente se martirizando, se sentindo culpado... Se eles derem mole porque não?” Marcelo não responde. Toma outro gole de cerveja e sugere para irem embora. No caminho não consegue tirar da cabeça a frase de Da Luz “porque não?”. No outro dia Leticia aparece com um short apertado despertando ainda mais o desejo de Marcelo. O tio pede para abraçá-la e o faz bem forte sentindo-a. A menina percebe que algo está diferente, mas, por algum motivo estranho, se deixa levar. Marcelo se esfrega lentamente na menina até quando é interrompido por Patricy. Na mesma noite está fazendo um calor muito intenso e Marcelo saí do quarto. Ele ouve barulho de chuveiro. Empurra a porta do quarto das crianças e vê que Patricy, Leticia, Lucca e Júnior estão dormindo, logo percebendo que era Camily no banho. Ele começa a bater na porta bem devagar e o mais silencioso que pudesse. A menina, enrolada na toalha, abre uma fresta da porta, ela vê que é Marcelo. Ele diz que precisa entrar urgentemente e empurra a porta. Dentro do banheiro e ainda acompanhado por Camily ele tranca a porta. A garota diz “desculpa tio, é que tá um calor... E parecia que tinha uma voz que me dizia: Vai tomar um banho, vai tomar um banho...” Enquanto a garota falava o homem só a olhava imaginando o que havia por debaixo daquele reles pano. Não resistiu. Avançou pra cima dela rançando a toalha com força, chupando seus seios com tanta intensidade que a machucava. A menina gritava, mas ninguém vinha socorrê-la. Marcelo a estuprou no chão do banheiro. Após o incidente Marcelo a limpou e eles foram para seus quartos. No outro dia, logo cedo, Da Luz conversava com Camily enquanto todos os outros membros da família tomavam café. Quando perguntada do porque dos hematomas a menina disse que havia caído no banheiro. Camily e Leticia decidiram ir embora antes do previsto. Quando as meninas se despediam Da Luz soprou no ouvido de Marcelo “não há mal nenhum. Fica tranqüilo. A menina não vai contar pra ninguém, ela sabe que será melhor pra todo mundo. Que sorte que ninguém ouviu os gritos dela. Você deve ter alguém te olhando com muito carinho lá de cima, ou lá de baixo”. Desde esse dia Marcelo não conseguiu mais ter nenhuma ereção.

COISA DE MACHO

Da Luz traz um jovem amigo chamado Felippe para jogar vídeo-game com Júnior. Felippe é um sujeito estranho, é jovem, porém largado, mas é carismático e engraçado e logo conquista a simpatia de Júnior. No terceiro dia somente Júnior e Felippe estão em casa. O jovem pergunta se pode acender um cigarro. Apesar de desconfortável Júnior deixa. Quando o jovem percebe Felippe estava acendendo um cigarro de maconha. Júnior o repreende, mas é retrucado por argumentos confusos e pífios do rapaz. Por fim Júnior o deixa fumar. Ele lhe oferece, mas o rapaz nega. De repente a porta se abre rapidamente. É Da Luz. Felippe tenta esconder o cigarro, mas o homem logo afirma “saber o que estava acontecendo”. Ele indaga Júnior sobre a maconha e o jovem não consegue se explicar. Ao perceber o nervoso do garoto Felippe e Da Luz começam a rir. O homem diz “fica tranqüilo moleque. Isso é natural. Esquenta não. Você vai se incomodar se eu der um tapinha?”, Júnior meneia a cabeça negativamente. Com o cigarro na boca Da Luz prossegue “e aí quanto que está esta pelada? Depois sou eu”. Recuperado do susto o trio volta a jogar, dessa vez acompanhado por alguns cigarros da erva. Por fim Júnior decide experimentar um pouco. Os três terminam a tarde chapados e risonhos. Felippe deixa um baseado com Júnior. Após uma semana Júnior procura Felippe atrás de mais maconha, mas o jovem diz que “não estava mais nessa”. Quando perguntado Felippe diz que estava “dando uns tiros” agora, e oferece cocaína a Júnior. O jovem recusa num primeiro momento. No sábado Felippe o convida para uma festa. À noite aparece acompanhado por duas belas jovens. Eles entram no carro. Felippe e as duas jovens aspiram a droga que novamente é oferecida a Júnior. Timidamente ele mais uma vez nega. Uma das moças rebate “ih Lipe você não disse que seu amiguinho era uma flor”, todos riem. Na festa, regada a muito álcool e droga, a jovem convida Júnior para irem a um canto mais reservado. Ela aspira mais cocaína e o beija, e em seguida pega em seu pau. Ela morde a orelha dele e diz “é sua vez gostosão, cheira só essa, pra gente fazer gostoso”, Júnior não resiste aos encantos e apelos da bela jovem e aspira a droga. Em uma semana Júnior está viciado, a usa todos os dias, e está ainda mais violento.

 

JOVEM DEMAIS PARA ISSO

Após várias tentativas em vão de fazer sexo com Marcelo, Susana se sente triste e frustrada. Percebendo o estado da mulher Da Luz vem a seu encontro “que foi Susanita? Tô te achando tão triste”. Ela desconversa. Ele insiste “pode falar Susana. Nós somos ou não somos amigos porra?”. Ela continua reticente. Da Luz instiga “é sobre o problema do Marcelo? Porra Susana ele me contou. Que merda né?”. Ela o olha e chora. Ele a acalenta.  No escuro da cozinha ele diz “amanhã trago um lance pra você que vai dar uma amenizada”. No outro dia após as crianças irem pra escola e Marcelo para o trabalho, o assunto volta a voga. Dessa vez é Susana que puxa a conversa afirmando estar gorda, velha e desinteressante para o marido. Da Luz mal a deixa terminar a frase “que isso Susana? Você está jovem demais pra isso. Com todo o respeito você é muito gostosa! Pelo amor de De.. Pelo amor. Que isso fia. Pára”. Ele vai ao quarto e volta com um pacote e diz “olha só, isso aqui você usa quando der uma vontade muito grande. Você abre um vinhoznho bota uma música legal e usa. Sem constrangimentos. Vai te ajudar. Vai por mim. É normalíssimo”. Susana pega o pacote, mas não o abre. Da Luz convida Marcelo para pescar à noite, enquanto as crianças vão ficar com Camily e Letícia. Ele diz para a mulher “olha, é a oportunidade para você usar aquele presentinho ta?”. Ela balança a cabeça que sim. Quando está sozinha em casa ela segue o conselho de Da Luz, bota uma bonita camisola, abre uma garrafa de vinho, deixa só a luz do abajour acessa, coloca uma boa música e abre o pacote. Era um vibrador. Ela olha constrangida num primeiro momento, mas logo se deixa levar. Excitada, mas com dificuldade no manuseio do “brinquedo” Susana pensa em desistir quando a porta de seu quarto abre, é Da Luz “porque fazer com um de mentira se tem um de verdade aqui?”. Ela pergunta sobre Marcelo e o homem diz “a pescaria era caô. Conversamos e ele deixou”. Ela tenta argumentar, mas é interrompida com várias beijos do estranho hóspede. Os dois fazem sexo a noite inteira.   


O ESTRANHO MUNDO DOS AMORIM

Após dois meses do aparecimento de Da Luz, a casa dos Amorim é praticamente uma “sucursal do inferno”. A casa está toda bagunçada, suja e os integrantes da família aspiram cocaína o tempo todo e fazem sexo entre si. Vizinhos afirmaram ouvirem barulhos de cascos a noite inteira, além de sentirem um insuportável cheiro que não largava a casa. 


Uma vez disseram que um rapaz testemunho de Jeová bateu a porta da casa, e quem atendeu foi Da Luz. Quando perguntado sobre como era o seu nome ele disse “sou Anjo da Luz, ou melhor, Lúcifer! Entre, a casa é literalmente, sua”. A família Amorim foi brutalmente assassinada por Marcelo que depois se suicidou. Policiais disseram que haviam terríveis palavras escritas com o sangue da família nas paredes. Da Luz nunca mais foi visto pela região, acho que viajou. Hein, cuidado com quem você deixa entrar em sua casa. 

terça-feira, 15 de maio de 2012

ERA UMA VEZ UMA FALSA ILHA


ERA UMA VEZ UMA FALSA ILHA

John Lindstron um repórter inglês de 58 anos, correspondente do jornal London Station, é conhecido como “desmistificador de mitos políticos”. Lindstron já esteve em mais de 40 países fazendo reportagens, relatando como tais locais eram descritos pela mídia internacional e como eles eram “de verdade” segundo sua ótica. 

John Lindstron em viagem ao Afeganistão em 2005.

O correspondente inglês já esteve em locais de difícil – senão impossível – acessos, como na Coréia do Norte, no Zaire, e no Paquistão a fim de mostrar a “realidade real” destes locais para o mundo. O próximo destino do repórter é, dessa vez, a ilha dos irmãos Castro: Cuba. E a missão, simples num primeiro momento, é a de tirar a limpo se a ilha libertada por Che é realmente como a vimos ou não. Como posto, a missão parece simples, mas não é. Sabendo da fama de Lindstron, os governos ingleses, cubanos e, acreditem, norte americanos tentaram inviabilizar a visita do jornalista à ilha. Contudo o argumento da London Station desarmou os três governos. “Se a realidade mostrada por cada governo for fiel ao que John encontrar, não haverá problema algum em ele ratificar tais informações” disse Paul Winchester editor do periódico britânico.

The London Station. Periódico existe desde 1908 quando ainda se chamava London Journal.

Lindstron chegou à ilha de Cuba vindo de voo comercial diretamente de Londres sem grandes problemas “fiz uma viagem tranquila, melhor de que quando fui a muitos países da Ásia” comentou. Chegando a alfandega caribenha John foi encaminhado a uma espécie de sala de vistoria “Me perguntaram coisas triviais, mesmo eu sendo repórter. Nem parecia que estava em território comunista”. Antes de sair do aeroporto o repórter foi abordado por Carlos Bocca, que se apresentou como funcionário e “guia” enviado pelo governo cubano. Lindstron aceitou a guia de Bocca, por curiosidade, em um primeiro momento.

Como era de se suspeitar Bocca levou John a pontos turísticos da ilha, hospedando-o, inclusive, em sofisticado hotel patrocinado pelo próprio governo. A impressão do “turista” repórter foram as melhores possíveis “Posso dizer que Cuba está totalmente preparada para receber turistas de todo o mundo”. John também pode ver que estrategicamente todos os pontos turísticos de Cuba (praias, resorts, bangalôs paradisíacos, montanhas, trilhas...) estavam distantes dos pontos mais pobres da cidade “pareciam, às vezes, que as favelas haviam até sido trocadas de lugar”. Tal conclusão não surpreendeu Lindstron “em outros países caribenhos os governos usam dos mesmos artifícios”.

Cuba histórica é ponto inquestionável - e belo - para turistas

A expedição começaria a ficar mais séria quando John disse a Bocca que não precisaria mais de seus serviços de guia e que seguiria outros rumos a partir de então. O correspondente se surpreendeu quando não ouviu qualquer represália por parte do emissário latino “não houve absolutamente nenhuma relutância do militar. Me surpreendi. Havia realmente muita confiança por parte do governo”. A partir de então o repórter passou a percorrer livremente as ruas de Havana. Percebeu um povo tranquilo e sorridente, embaralhado a um transito barulhento e caótico “igualzinho a Bangcoc”. Sua pele branca e olhos claros o denunciavam como estrangeiro e nem se quisesse Lindstron poderia disfarçar. Nas ruas da capital cubana não havia surpresa e nem descontentamento com a presença de um estrangeiro no local “quando a gente pensa em países comunistas logo imagina-se desconfiança, desconforto... Nada disso aconteceu em  Islamabad, Pequim ou aqui”.

John misturou-se a população. Em Havana homens de terno e gravata misturavam-se a outros vestidos de forma mais humilde. Havia bancas com cd’s e dvd’s piratas “que tinham de Beatles a Lady Gaga” cujos vendedores transitavam livremente, junto tinham bancas de comidas regionais que faziam às vezes do fast food capitalista. O repórter se impressionou com a tranquilidade da população em responder à suas perguntas “ninguém saiu correndo, me ameaçou, nem nada. Foi tudo bem tranquilo”.

Os camelôs afirmaram ao correspondente que tal pratica era ilegal, mas que há alguns anos que a polícia fazia vista grossa, deixando-os trabalhar tranquilamente. Assim como os camelôs, os donos de banquinha de comida, e as lotações (em péssimos estados) que mostravam que o trabalho informal era característica marcante de Cuba. John aproximou de um grupo de jovens que estavam numa praça nos arredores da capital. Puxou conversa, perguntou sobre a seleção de beisebol (esporte número um no gosto dos cubanos), falou sobre mulheres, carros...

Populares cubanos reunidos em cafés. Hábito quase centenário de fumar um charruto ao meio-dia

Não demorou para que a conversa chegasse à política. Quando preguntados sobre o governo os homens não hesitaram em comentar seja falando bem ou mal. Mais uma vez John se surpreendeu com a tranquilidade com que todos falavam “não havia policiais vigiando, câmeras escondidas e, principalmente, preocupação com as consequências. Por alguns minutos senti-me em um país capitalista qualquer”. As maiores reclamações eram com a desigualdade social e com o embargo americano. Mesmo assim os Estados Unidos não eram tratados como inimigos, longe disso até. Havia muita segurança e conhecimento na fala dos cubanos o que mostrava que o sistema educacional da ilha era de qualidade e não alienava politicamente seus moradores. Todos entendiam perfeitamente do porque de algumas privações e não se incomodavam com isso. A inquietação era com a influência norte americana que impedia que outros países pudessem estabelecer parcerias com Cuba. O desespero em fugir da ilha rumo a Miami também não transpareceu na conversa. Todos relataram que os fugitivos poderiam, se quisessem, ter uma vida humilde, contudo digna, no país e o relato de Estebán Gutierrez foi o que mais surpreendeu o repórter pela veemência “vejo muito irmãos entrando em embarcações furadas, com fome, sede, frio, para ir para a América limpar privadas por dois ou três pesos.  Sendo que aqui, se quisesse, conseguiria isso trabalhando em dois turnos. Esse papo de melhor vida é coisa de ambicioso que acha que irá virar Glória Stefan”.

Embarcações citadas por Gutierrez. Sem condições mínimas de segurança

Os elogios ao governo foram proporcionais às críticas.  Educação e a saúde estavam sempre em primeiro lugar. Lindstron se surpreendeu com os dentes, impecavelmente brancos e saudáveis, dos moradores. O esporte, antes bandeira do país, agora é tratado com preocupação. Pela primeira vez John percebeu algum discurso mais ufanista “antigamente nossos atletas lutavam por um ideal. Hoje só querem aparecer para abandonar a ilha e se encherem de dinheiro sujo”. Sobre Fidel Castro só elogios “é o maior!”. Che Guevara, para surpresa de John, é tratado sem grande empolgação. Apoiado pelos elogios da população o correspondente visitou duas escolas do subúrbio de Havana “extremamente limpas, arejadas, recheadas de figuras, com todos os alunos uniformizados e comportados. Impecável realmente!” Nos hospitais limpeza, organização e pequenas filas “coisa de país da Europa”. Lindstron concluiu que Cuba era um país com desigualdade social “como Brasil, México ou Chile”, com problemas estruturais “como qualquer outro país emergente”, com corrupção e dificuldades típicos de países em desenvolvimento. “Contudo definitivamente Cuba não é um país de miseráveis famintos e sem voz. Muito longe disso. Para as limitações econômicas vigentes por causa do embargo econômico até que o país se vira bem, tendo como pilares a educação, saúde e esporte. Todos podem opinar, desde em que esferas menores e é possível viver livremente sem imposições. Cuba é um país pobre sim, mas como qualquer outro. Por fim digo, sem medo, que os cubanos são felizes”. O mito de que Cuba é um país terrível para se viver foi quebrado por John Lindstron o derrubador de mitos políticos.

Antes de ir embora o repórter tentou ir a Guantánamo, prisão e base militar norte americana na ilha. Foi impedido. “Encontrei restrições infinitamente maiores do país que se diz livre do que com o suposto país fechado e intransigente”.

Já na Flórida Lindstron entrevistou Vicente Laisla poeta cubano residente nos Estados Unidos a mais de vinte anos e o perguntou sobre o que ele achava da imagem que os americanos vendem de Cuba: “Infelizmente nossa ilha é pobre. Nosso governante é teimoso o que impede de acabarmos com esta idiotice de comunismo. Somos comunistas, e pobres. De que vale isso? Vim para cá e consegui coisas que definitivamente não conseguiria em Havana. Sou rico e feliz. Mais talvez eu poderia ser rico e com certeza eu seria mais feliz se fosse em minha terra natal. Cuba não é o fim do mundo, mas poderia ser o começo de um”.  

Já Pablo Rusna escritor residente em Porto Audaz próximo a Havana optou por outra resposta à mesma pergunta: “Sabe, os gringos pensam que só eles podem ser felizes. E que só podemos ser felizes ao modo deles. Ledo engano. Cuba é a mostra que é possível ser feliz sendo você mesmo e isso os mata”.

John Lindstorn
The London Station

Essa estória/reportagem não existiu, mas bem que poderia. Cuba é uma falsa ilha. Mas será que é falsa porque é feliz ou é feliz porque é falsa? Pense nisso caro leitor, não acredite em tudo que te falam. Ou seja, não acreditem em mim, mas também não acreditem nos Estados Unidos da América.    

sexta-feira, 27 de abril de 2012

CONTO "O SEGREDO"



O SEGREDO

Sábado, primeiro de maio, num bairro onde metade de suas casas e prédios é residenciais e metade empresariais 11 funcionários de uma empresa que revende papel estão reunidos. Na pauta: Como melhorar o desempenho das vendas. Estão presentes Luiz Fernando (48) dono da empresa, Geraldo (51) gerente, Luís Ricardo (31) vendedor, Saulo (33) vendedor, Paulo (29) vendedor, Marcelo (25) vendedor, Silas (40) vendedor, Rita de Cássia (26) auxiliar de departamento pessoal, Camila (21) também auxiliar de departamento pessoal, Willian (17) estagiário e Rupert (44) contador.

Todos, claro, pouco satisfeitos de estarem reunidos na empresa num sábado que, ainda por cima, era feriado. A reunião, iniciada às oito da manhã, transcorre sem grandes problemas enquanto Luiz Fernando e Geraldo traçam metas e apontam caminhos, e Rupert, por sua vez, traz consigo números de receita, vendas e despesas. Já passa do meio-dia e faz calor fora do prédio. O prédio onde fica o escritório tem dois andares. No primeiro há um espaço empresarial que atualmente está vazio e o segundo é onde fica o escritório. Há uma pequena área ao ar livre no fundo do prédio que, de suas janelas, dão para ver uma grande avenida que em dias normais de trabalho é bastante movimentada.

A reunião acaba a uma da tarde e todos se levantam devagarmente. Silas chega à janela – fechada por causa do ar condicionado – e brinca com Camila sobre o nenhum movimento da rua lá fora. Enquanto os outros rapazes conversam com Luiz Fernando e Geraldo, Rita também chega à janela e é a primeira a perceber que algo estava errado. Estranhando não haver nenhum movimento na rua Willian abre a janela e percebe próximo a porta da escada do prédio três pessoas caídas. Um homem aparentando ter 50 anos, um motoqueiro caído num canteiro e um homem de roupa de ginástica, mais ao longe, caído na calçada.

Todos correm na janela e olham assustados e apreensivos para os três corpos caídos. Agitados começam a falar simultaneamente estranhando a demora da vinda de socorro às vítimas. Rita volta a salientar o nenhum movimento, “nem dos pardais que voam neste horário”, disse olhando para Geraldo. A apreensão volta a tomar conta de todos que se entreolham. Marcelo decide descer para ajudar as vítimas enquanto todos, a exceção de Paulo que foi a área externa fumar, o seguem. Marcelo desce vagarosamente. Abre a porta e vê, de longe, que não há indícios de acidente algum.

Rita, que estava atrás dos rapazes grita pedindo que Marcelo pare.

_ Não percebeu que não há movimento nenhum. De ninguém.

_ O que quer dizer?

_ Sei lá. Que quem tá do lado de fora tá sofrendo algum tipo de desmaio, não sei.

Ao término da fala de Rita todos retrocedem quase que instintivamente. Luiz Fernando sugere olhar na internet, mas estranhamente não há conexão. Silas sobe e liga a TV. Todos os canais estão fora do ar. Estes contratempos afligem os funcionários que parecem cada vez mais assustados.  Automaticamente todos pegam seus celulares e ligam para suas casas. Todos os aparelhos estão sem sinal. O telefone fixo também está sem sinal. Há um estranho silêncio que dura alguns minutos. Todos olham pelo vidro da janela quase que suplicando por algum movimento, mas nada acontece. Rita sugere:

_ Será que foi alguma coisa no ar? Estávamos aqui dentro nesse meio tempo...

Quando Rita levanta tal hipótese os olhos de Paulo se arregalam, mas ele opta por manter segredo sobre sua escapulida para fumar. Camila sugestiona os colegas a procurarem pessoas no prédio que fica a esquerda (todo fechado) e todos fazem um exercício para procurar por possíveis vítimas. Saulo diz ter visto o que parecia ser uma mulher debruçada sobre a mesa no que parecia ser o sexto andar. Todos se movimentam para ver. Há novamente um momento em que todos falam. Por fim concordam que é uma mulher e que está desmaiada. A hipótese do ar é descartada. Somente após tal desfecho é que Paulo confessa ter saído para fumar. Todos o olham com olhares acusativos quando Luiz Fernando diz:

_ Olha. Precisamos de cumplicidade aqui. Estamos passando por uma situação muito esquisita. Não sabemos o que está acontecendo, mas sabemos que não é coisa boba. Se não confiarmos um no outro a vaca vai pro brejo. Entenderam?

Ninguém respondeu, mas o silêncio dava tom confirmativo. Após o discurso de Luiz Fernando alguns voltaram à janela, enquanto outros tomavam outros lugares do escritório. Paulo foi novamente fumar desta vez acompanhado pela fumante eventual Rita de Cássia. Paulo, irracionalmente, pensou consigo que não deveria lhe dar cigarros, uma vez que não saberia quanto tempo ficaria preso ali. 

Willian lamentou não ter cocaína ali (era usuário “eventual”, segundo ele). Luís Ricardo só pensava em sua filha Júlia de três anos e começou a chorar copiosamente. Apesar de todos se comoverem com a cena ninguém, por algum motivo, foi consolá-lo. Ao ouvir o choro de Luís Ricardo por sua filha Silas sentia-se cada vez mais culpado por só pensar em Carlinha, sua amante de 18 anos, em vez e pensar em sua esposa e filhos. 

Luiz Fernando, por sua vez, só se lembrava do cofre que tinha em casa e nos mil euros que estavam guardados lá. Camila não conseguia pensar em nada, mas mexia na sua aliança de noivado quase que por cacoete. Decidiram fazer um revezamento na janela a procura de movimento. Nada acontecia. Angustiado, Marcelo se levanta e argumenta:

_ Não dá mais pra esperar. Eu vou lá fora.

Todos, mais uma vez, se entreolham assustados. Camila solta um “e se...” bem baixinho. Todos ficam em silêncio por mais alguns segundos. Como ninguém tem forças para conte-lo Marcelo desce. Mais uma vez todos o acompanham. Ele abre a porta e vira-se quase que se justificando:

_ Preciso saber se é só um desmaio ou se eles...

Quando se tocou que o complemento da frase seria “morreram” ele percebe o grau do risco de sua atitude. Ainda assim decide continuar. Ele saí. Nada acontece. Ele continua de pé e bem. Tudo dura uns dez segundos. Há um alivio geral, mas, ainda assim, ninguém saí. Eis que de repente Marcelo cai. Não há expressões em seu rosto. Ele simplesmente desaba. Todos entram em pânico. As mulheres choram. Como se algo contagioso pudesse estar por acontecer eles fecham a porta e sobem as escadas. Mais silêncio. Até que Paulo diz:

_ Pode ter sido um desmaio. Só isso. Ele durou quanto antes de cair? Uns dez segundos? Hein? Hein?

Alguns balançam a cabeça positivamente. 

_ Então é esse o tempo que teremos. Dez segundos. Saímos dois ou três e puxamos ele. Daí a gente vê se foi só desmaio ou se ele... né...

Ninguém se prontifica a ir com Paulo. Ele espera por algum voluntário. Todos abaixam a cabeça em sinal de covardia. Até que surpreendentemente Camila se levanta e diz:

_ Eu.

Todos continuam quietos, mas Saulo parece se incomodar.

_ Só porque é mulher. Tá fazendo graça porque sabe que com isso algum homem irá se oferecer.

_ Você acha que temos tempo para competições entre homens e mulheres? Dispara ela.

_ Eu vou com você Paulo. Levanta-se Luís Ricardo.

_ Eu também vou. Não tô de gracinha não. Sou mais macho do que muita gente que se diz homem. Rebate Camila.

Paulo, Luís Ricardo e Camila descem com o intuito de puxar Marcelo de volta ao prédio. Próximo à porta traçam um improvisado plano. Eles contam até três e saem para puxá-lo. Nervosos não conseguem cumprir a tarefa com sincronia. Contudo o puxam para dentro (em mais de dez segundos). Com Marcelo deitado próximo a escada Geraldo, que tinha sido enfermeiro quando mais moço, toma o pulso do rapaz. Nada. Ele está morto. Mais choro é ouvido. Luís Ricardo cogita:

_ Se o problema é o prédio quem sabe ele volta? Né?

Todos sobem. Passa-se quarenta minutos. Geraldo volta a tomar o pulso de Marcelo. Nada. Dessa vez não há choro. Saulo começa a praguejar:

_ Porque nós? Porque só a gente? O que tá acontecendo?

_ Não é a rua, não é o ar, não é o prédio... Que merda é essa? Dispara Luiz Fernando. 

_ Que porra de mistério é esse? Qual é o segredo? Questiona Paulo

Nesse momento uma luz muito forte abraça toda a sala. Todos se sentem como se estivessem levitando e passando “por dentro” dos móveis e parede. Quando conseguem muito rapidamente abrir os olhos parecem estar numa espécie de redoma de aço. Todos perguntam confusamente:

_ Onde estamos?

_ O que é isso?

_ Porque nós?

_ O que está acontecendo?

_ Qual é o segredo?

Uma nova luz, mais forte do que a primeira os cercam, todos gritam. Depois só silêncio...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

VALESCA POPUZUDA E BABI PANICAT. VALE TUDO MESMO?



Será que realmente vale tudo pra ficar na mídia? 

Nestes dias me deparei com duas tragédias à condição básica de dignidade humana. A primeira veio de Valesca Popuzuda. A ex-funkeira decidiu enveradar pelo lado do "pagode romântico" e decidiu chamar o famigerado Mr. Catra para fazer dupla com ela. A música (meu Deus dá pra chamar isso de música?) chama-se "Mama". Mama do verbo mamar. O que Valesca Popuzuda mama? Isso mesmo que você pensou, ela mama o objeto sexual do Mr. Catra.  

Mama
Muita polêmica. Muita confusão
Resolvi parar de cantar palavrão
Então, por isso, negão, vou cantar essa canção
Quando eu te vi de patrão, de cordão, de R1 e camisa azul
Logo encharcou minha x*%ta e ali percebi que piscou o meu c*
Eu sei que você já é casado, mas me diz o que fazer?
Porque quando a p*%roca tem dono é que vem a vontade de f*%der!
Refrão (4x)
Então mama
Pega no meu grelo e mama
Me chama de piranha na cama
Minha x*%ta quer gozar, quero dar, quero te dar
E aí, Catra? O meu grelo já tá latejando! Qual vai ser? Manda o papo, negão!
Quando eu te vi no portão, de trancinha, tamanco e vestido azul
Logo latejou o meu p*%u e ali logo vi que piscou o seu c*
Puxei sua calcinha de lado e dei três cuspidas pro meu p*%u entrar
Então, eu fiquei assustado e vi que você só queria mamar
Mama
Pega minha vara e mama
Vem deitar na minha cama
Ah! Maravilha!
Mama
Olha bem pra mim e mama
Mama o meu saco e chama
Ah! Eu vou me apaixonar
Pô, Valesca, você sabe que no meu harém de mulheres tem mais de cem
Mas você foi a única que se ligou que uma mamada e um copo d’água não se nega a ninguém
E hoje quando eu te peço “mama”, você vem e me mama com calor, você vem e mama com amor, então mama, por favor, mama, por favor
Então mama, pega no meu grelo e mama, me chama de piranha na cama
Que isso, caralho?
Vem mamar, vem
Mama, olha bem pra mim e mama! Mama meu saco, mama. Eu vou me apaixonar
Veeeeeeeem! Vem vem vem vem vem vem mamar!
Quero gozar, vai! Por favor, mama! Mama, negão!
Mama!


Vamos ao raciocinio primário. Pagode ROMÂNTICO? Para Valesca Popozuda termos como "meu pau fica latejando quando te vê e eu vejo o seu cú piscando" é romantismo? Segundo, ela se tratar como uma autentica prostituta - das mais baixas e rampeiras, diga-se passagem - é legal? Vale realmente tudo para chamar a atenção e ficar na mídia, até mesmo jogar (o restinho) de dignidade que se tem no ralo?

Será que vivemos numa sociedade em que se necessita tanto assim de fama e dinheiro? 

Talvez sim não é Babi Rossi



A panicat, semana passada, foi obrigada (?) a raspar a cabeça, ao vivo, no programa Pânico na Band. Ela tinha a opção de não raspar, mas provavelmente sofreria uma série de retaliações e poderia perder o posto de assistente e palco. Ser panicat é hoje em dia o que era ser miss anos atrás, pois trás fama (muita), patrocinio, eventos e, é claro, muito money. Sabendo disso a trupe do Pânico (um programa que gosto muito) usa isso para submeter as garotas às mais crueis situações. Tipo "eu te dou a chance de montar na grana, então você vai ter de dançar conforme a nossa (sádica) música".

Babi tinha a opção de negar, mas não foi o que aconteceu. Preferiu perder uma das partes mais valorizadas pelas mulheres a largar o osso. Teve gente que ficou chocada. Eu fiquei mais chocado com o tamanho (existe algo menor do que micro?) biquini da "moça". A dignidade de Rossi foi pro espaço a muito tempo e não foi porque ficou careca. Será que vale rebolar pelada - e careca - em rede nacional pra ficar na mídia. Será realmente que está valendo tudo mesmo? Espero que não! 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

MACONHOLOGIA


Senhoras e senhoras apresento-lhes o novo curso da USP, uma das mais respeitadas universidades públicas do país, trata-se do curso de Maconhologia. A Maconhologia visa estudar, na prática, os efeitos da erva nos seres humanos. As salas de aula não existirão neste curso! Todas as aulas serão ministradas em matas, atrás de árvores e em ambientes escuros e afastados.

Todo o material didático será trago pelo colaborador Zé das Buchinhas que trará todo o aparato de alguma favela vizinha que, dado ao incentivo financeiro dos cursandos de Maconhologia, é dominada pelos traficantes cada vez mais bem armados.

Um lado positivo da disciplina é que todos os alunos estarão ligados, acessos e com a cabeça aberta, mas mesmo assim dificilmente acontecerão debates, uma vez que, com todos  chapados, os cursandos estarão mais ocupados rindo como idiotas de sua imbecilidade.

Mas não é só isso! Os cursandos de Maconhologia já podem pensar no futuro! Que tal virar presidente? Sim. Você pode não saber, mas já tivemos um presidente da república que só não foi cursando de Maconhologia porque tal matéria ainda não existia. Hoje, ele um senhor de mais de 80 anos, defende a liberação de uma droga em vez de estar preocupado com assuntos mais pertinentes ao país. Isso talvez seja fruto de anos de estudo de Maconhologia clandestina.

Como pós-graduação as opções são: Como-ficar-putinho-da-vida-com-a-polícia-que-te-dá-baculejo-na-USP; Seja-como-Fábio-Assunção-e-faça-as-pessoas-ficarem-com-peninha-de-você; ou o melhor: monte-uma-banda-que-faça-apologia-a-droga-e-fique-famoso-e-rico.

Não perca mais tempo!

Se não entendeu nada, leia a matéria no link abaixo:

http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/semana-do-baseado-na-usp-causa-pol%C3%AAmica